“EU SOU” – Lia Malvares – 800
Eu sou gente,
Sou humana.
Eu sou adolescente,
Sou criança.
Eu sou feia,
Sou linda;
Eu sou surda,
Sou cega.
Eu sou rica,
Sou pobre;
Eu sou gente fina,
Sou gente favelada.
Não importa
Quem eu sou,
Porque eu sou eu
E gosto
De ser quem sou.
PAPEL HIGIÊNICO – Lohana Marquês – 800
Meu amor, meu papelzinho,
Nosso rolo é tão forte;
Você sempre me salva
Nas horas “c”.
Meu papel higiênico,
Eu no vaso
E você tão perto...
Te amo tanto, meu queridinho.
Volto da escola pensando em você,
Pensando no caso
Que ainda vamos ter...
Você é só meu, meu, meu e só meu.
Você com suas duas camadas,
Suas folhas duplas,
Tão macio e cheiroso.
Cheirinho...cheirinho gostoso.
Meu querido amor, meu amiguinho,
Nosso rolo é tão fortinho;
Eu te amo, salva-bunda.
MELECA – Juliana Cardoso – 800
Minha querida melequinha,
Tão bonita,
Tão verdinha.
Tenho pena de você
E de suas companheiras de espaço...
Todos te jogam fora.
Alguns te odeiam.
Outros te amam tanto
Que até comem.
Esses dias me lembrei
Das nossas brincadeiras de bolinha.
Era eu e você somente;
Meleca e melequinha;
Eu e você
E um pouco de farinha
Na porta da cozinha.
Me faz um favor?
Seja minha amiguinha!
Gosto muito de você,
Minha querida melequinha.
O PAPEL HIGIÊNICO – Giovanna Daudt – 800
Eu te amo!
O que seria de mim sem você?
Se eu chegasse ao banheiro
E não te encontrasse?
Meu mundo acabaria,
Ficaria sem chão,
Sem opção...
Sei lá.
Talvez devêssemos
Passar mais tempo juntos.
Verdadeiramente
Você tem lugar
Em meu coração.
MINHAS COMIDINHAS -
Milena Fernandes – 800
Como de tudo...
E bastante.
O que mais faço na cozinha
É abrir a geladeira,
Minha arte preferida.
Oh, minha lasainha,
Como queria você
Agora comigo...
Eu te almoçando,
Te fazendo carinho
Com o meu garfinho delicadinho.
Para cair bem,
Só mesmo um pudim de leite
Para acompanhar,
Minha lasainha
Bonitinha,
Delicadinha.
Te amo, lasainha,
Sua gostosinha!
EU – Thianny Melo – 800
Eu sou
O que não devia existir.
Existo por acaso.
O que eu vivo
É uma pequena ilusão.
E só eu existo e sinto.
Minha vida não tem sentido.
Nada é real,
Somente eu...
Numa escuridão
Onde apenas eu habito.
O LUXO E O LIXO – Beatriz Pizziolo – 800
Enquanto alguns existem no luxo,
Outros vivem comendo lixo.
Enquanto uns vivem
Em casas enormes,
Cheias de tecnologia
E esbanjando dinheiro,
Outros vivem no lixo,
Dormindo em papelão,
Comendo restos de comida
Pelo chão,
E vivendo
Com menos de um real por dia.
Luxo apenas para os gananciosos,
Hipócritas,
E que roubam dinheiro
Do povo humilde.
Lixo apenas para os mendigos,
Pessoas mais humildes
Que perderam tudo
Por causa dos gananciosos.
É assim o luxo e o lixo
Em qualquer país.
SALPICÃO – Stefanie Lopes Estrela – turma 700
Salpicão,
quando te conheci
não era tão apaixonada
por você,
mas o tempo foi passando
e você cada vez mais
se aproximava de mim.
Quando te vi lá na cozinha,
todo prontinho,
todo gostosinho,
não consegui me segurar.
Te comi até
minha barriga inchar.
Meu amor por você
nunca vai mudar.
Quando te vejo,
lembro do teu gosto
e não paro de sonhar.
MIOJO – Gabrielle Bello – turma 700
Miojo,
teu jeito me fascina;
tua cor me tira do sério.
Teu tempero é mais
Que especial.
Você é a razão
do meu viver.
Toda vez que te vejo,
esqueço do mundo.
Só quero você
e mais nada.
Te amo!
LASANHA – Carolina P. C. Rodrigues – turma 700
Lasanha,
você é tão linda!
Tem um cheiro
que me faz delirar...
na tonteira do luar.
Teu sabor
me deixa nas nuvens,
me faz viajar.
Lasanha,
você é tão molhada,
que deixa minha boca aguada.
Você tem uma quentura
que não agüento,
e já fico fervendo.
Lasanha da minha vida,
teu molho
me hipnotiza.
“EU” – Ághata – turma 700
Não sou a mais amiga
de todos.
Não sou a mais popular
da escola.
Não sou a mais paciente
de todas,
nem a mais feliz
de todas.
Não sou a mais legal do mundo.
Minhas qualidades
se resumem
em pequenas coisas:
sorrisos, olhares, gestos...
em pequenos detalhes.
Quem me admira
me admira assim...
do jeito Ághata que sou.
Perfeição não existe.
Existem pessoas
que encontram
sua maneira de ser feliz
com sua perfeição própria.
Atrás de olhares
existem muitas coisas
que olhos não mostram
e sorrisos não explicam.
